fbpx

O compartilhamento chegou na geração de energia

 em Sem categoria

Os avanços tecnológicos conectam empresas, negócios e ideias de maneira surpreendente quando comparado corporativismo individual de séculos passados. “Quem coopera cresce” se tornou um pré-requisito básico para o sucesso de empresas, projetos e produtos lançados no mercado.

Compartilhamos carros com Uber, Blablacar e Waze Pool. Compartilhamos até mesmo nossas casas com Airbnb, até uma década atrás era inconcebível a ideia de um desconhecido dentro de nossas casas ou carros.

O compartilhamento chegou na geração de energia

Desde 2012 é possível para toda unidade consumidora, seja ela uma residência ou comércio gerar sua própria energia de fontes renováveis (sistemas fotovoltaicos, PCH’s, Eólicas e etc.), a geração compartilhada de energia veio como forma de viabilizar a geração distribuída compartilhando os custos e removendo a necessidade de arcar com os altos custos iniciais que partem de R$80 mil para uma instalação fotovoltaica em um comércio/indústria de pequeno porte, por exemplo.

Em 2012 a Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012, garantiu um grande avanço para a regulamentação da micro e mini-geração de energia no Brasil, a partir dela é possível a conversão do excedente de energia gerado pelo sistema fotovoltaico em créditos de energia para serem utilizados posteriormente. Cooperativas e consórcios foram regulamentados pela 687/2015 ANEEL para operar Usinas de até 5MW e injetar essa energia como créditos em nome de múltiplos consumidores.

Tudo bem, mas como isso pode me beneficiar?

Cooperativas de geração de energia compartilhada unem empresas interessadas em produzir sua própria energia em pequenas centrais de geração, permitindo que isto ocorra sem a necessidade de aporte de grandes investimentos iniciais.

Gerindo a produção e o rateio do excedente produzido, fazendo as interfaces com os órgãos competentes e concessionárias de energia assegurando o processo e os benefícios para os cooperados.

Toda energia gerada é injetada na rede da concessionária e rateada entre os cooperados, essa energia se torna em créditos que são abatidos no valor da fatura das empresas que fazem parte da cooperativa.

Geração compartilhada vs. Micro-geração de energia

Na micro-geração de energia, os créditos excedentes injetados na rede só podem beneficiar a Unidades Consumidoras cadastradas em um único CPF/CNPJ e a potência instalada não pode ser superior a 75kW. A instalação (módulos fotovoltaicos, inversores, geradores, turbinas e etc) são de responsabilidade do consumidor.

Na geração compartilhada usinas de até 5MW injetam energia na rede da concessionária em nome da unidade consumidora, o valor referente a potência injetada é descontado da fatura de energia. Energias renováveis mais econômicas e consolidadas no mercado como a biomassa, eólica e hidráulica que normalmente não são utilizadas na micro geração são amplamente utilizadas na geração compartilhada.

Geração compartilhada e a sustentabilidade

A geração distribuída permite a geração de energia mais próxima do consumidor, que além de reduzir custos e infraestrutura para transmissão de energia, gera modelos alternativos as grandes usinas. O modelo de geração de energia renovável mais consolidado e com maior presença na matriz energética brasileira provém de grandes usinas hidrelétricas, que por sua vez ocupam centenas de milhares de quilômetros com área alagada, gerando inúmeros prejuízos irreparáveis para o ecossistema presente onde a mesma é instalada.

Alteram a paisagem ocorrem grandes desmatamentos provocam prejuízos à fauna e à flora, inundam áreas verdes, além do que muitas famílias são deslocadas de suas residências, para darem lugar à construção dessa fonte de energia. Durante a construção de uma usina hidrelétrica muitas árvores de madeira de lei são derrubadas, outras são submersas, apodrecendo debaixo d’água permitindo a proliferação de mosquitos causadores de doenças

  • Diversificação da matriz energética;
  • São evitadas perdas por transmissão de energia, considerando que a geração distribuída é disponibilidade próxima ao consumo;
  • Geração de empregos de qualidade 
  • Possibilidade de desenvolver cadeia produtiva nacional;
  • Equilíbrio de cargas no sistema na rede de distribuição e na fronteira com a rede básica;
  • Matriz energética mais sustentável;
  • Melhor aproveitamento dos recursos;
  • Maior eficiência energética nos empreendimentos;

O impacto ambiental é muito reduzido e esta vantagem levou mesmo a União Europeia a ter definido para 2010 a produção de 18% de energia elétrica através da geração compartilhada. Vários países foram definindo igualmente as suas metas internas e lançando benefícios como a redução de tarifas de uso do sistema elétrico.

As centrais de geração de energia compartilhada têm uma potência mínima de 15kW e podem ir até dezenas de MW. Desta forma, qualquer consumidor de energia elétrica e térmica pode instalar o seu sistema não estando esta forma de produção de energia limitada a grandes indústrias ou a avultados projetos.

Fontes: Cogecom, Portal energia, CEFA USP

Postagens Recentes
Open chat